Gente do RH
Entrevista com Elaine Saad

Elaine Saad possui 15 anos de experiência na condução de processos de Career Transition, sendo Sócia-Fundadora da SaadFellipelli em 1988 quando do início da operação da empresa. Responsável pelo gerenciamento da Divisão de Career Transition da Empresa, coordenando as operações da Right no Brasil e América Latina. Vice-Presidente Executiva de Administração e Finanças da ABRH - Associação Brasileira de Recursos Humanos / Seccional São Paulo. Desde junho/96 é Coordenadora Nacional do PNBE - Pensamento Nacional das Bases Empresariais. Pós-Graduada em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado. Graduada em Psicologia - Licenciatura e Bacharelado - pela Organização Santamarense de Educação e Cultura / OSEC.
JRH - Por que a área de Recursos Humanos tem sofrido constantes mudanças?
As principais mudanças que a área de RH tem sofrido dizem respeito à basicamente duas coisas: ela deixou de ser uma área operacional para ser uma área estratégica de gestão de pessoas, formação de líderes e retenção de talentos. A segunda mudança diz respeito ao perfil do profissional de RH que hoje mescla pessoas de diferentes formações e que foram trazidas de diferentes áreas de dentro da organização. Não é formada mais, na sua grande maioria, somente por psicólogos e pedagogos.
JRH - As metas pessoais e as relacionadas ao mundo corporativo têm características em comum?
Meta é uma coisa bastante particular e que diz respeito a cada pessoa. Normalmente a meta profissional faz parte de um escopo de metas de um indivíduo, onde podemos encontrar as metas pessoais, suas aspirações e desejos, metas familiares, metas materiais, ou seja, que tipo de bens essa pessoa tem e o que deseja, além de seu lado interior, o que deseja ser como indivíduo, seus valores, etc... Muitas vezes elas estão interligadas por uma mesma base, mas podem diferir em características.
JRH - Qual o erro mais comum e ao mesmo tempo perigoso que as empresas cometem ao traçar planos de carreira?
Planos de Carreira são traçados pelas pessoas individualmente. Essa é a abordagem mais moderna em RH. A empresa tem sim um plano de crescimento que pode diferir entre cargos, posições e áreas, mas os dois planos devem, de alguma forma, levar o indivíduo na direção da carreira que ele deseja.
JRH - Na prática, como as empresas podem conduzir os processos de empregabilidade junto aos colaboradores?
A empresa tem responsabilidade em contribuir no desenvolvimento de seus colaboradores, na ajuda em relação à direção a seguir, e também na identificação de áreas que podem ser melhoradas em cada um. Também é de responsabilidade da organização dar feed-backs a seus colaboradores para que possam compreender o “gap” entre o que a empresa deseja daquela posição e o que cada um tem a oferecer.
Por Daniella Ricciardi
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