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Liderança Feminina

Mulheres que deram a volta por cima

Luisa Caldas

Está cada vez mais fácil encontrarmos mulheres à frente de negócios. O que alguns não sabem é que há motivos por trás disso. No caso de Marcela Mattos, 35 anos, dona de um bar na região da Av. Liberdade foi a morte de seu marido. “Ele ficou muito doente e até então eu só cuidava das nossas duas filhas e da casa. Foi quando ele pediu que eu assumisse o bar. No começo tive medo, mas tinha que sustentar nossas duas filhas”, conta Marcela.

O bar fica perto de uma grande faculdade e para atrair mais clientes, Marcela contratou uma banda de forró que toca as sextas. “Os clientes antigos ficaram um pouco ressabiados de freqüentar um bar liderado por uma mulher, mas aos poucos voltaram”, diverte-se Marcela. Com Francine Batista, 46 anos, formada em Matemática, dona de uma danceteria/bar na Vila Madalena as coisas foram bastante diferentes. “Meu marido que cuidava da danceteria disse que ia fazer uma viagem de negócios e sumiu.

Depois de alguns dias recebi um e mail dizendo que queria se separar, pois estava mais feliz longe de mim. Foi um choque”, analisa Francine. Ela que era professora em uma escola particular teve que deixar de fazer o que gostava para se dedicar ao único bem da família. Francine nos contou que não entendia nada em administração de danceteria e nem sabia lidar com fornecedores.

“O bom é que o pessoal da casa me ajudou muito. Eu não entendia nada de nada, estava pensando até em vender a danceteria, mas seria como vender uma mina de ouro. Acabei desistindo. Se ele conseguia manter aquele lugar, porque eu não conseguiria?”, diz. Pesquisas mostram que as mulheres estão dominando cada vez mais o mercado de trabalho autônomo. Aos poucos vão aprendendo como liderar um estabelecimento e garantir o sucesso.

Para isso, muitas mulheres formaram um “clube da luluzinha”, onde se reúnem em grandes eventos para discutir o mundo dos negócios. Esses eventos são fechados apenas para as mulheres que são muito unidas. “Com motivação podemos alcançar o que queremos. Eu renasci. Na hora me senti completamente impotente, quase entrei em depressão. Mas as mulheres tem um poder extraordinário de arrumar forças. Hoje sou dona de uma das melhores danceterias do país e me sinto completamente realizada. A matemática ficou apenas para os cálculos finais”

 

Por Luisa Caldas


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