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O inimigo oculto da produtividade Antigamente se acreditava que a perda na produtividade estava associada somente às faltas ao trabalho. Sabemos atualmente que isso também acontece quando se comparece ao trabalho com algum problema de saúde. Todos já sentiram pessoalmente as dificuldades de se manter o ritmo normal de trabalho quando se está com algum problema de saúde, como enxaquecas, crise alérgica, cólicas menstruais, depressão ou dores abdominais. Podemos aceitar basicamente dois conceitos de presenteísmo. A primeira, que envolve uma visão em saúde ocupacional, utilizada particularmente na Europa, que reflete a propensão do trabalhador em permanecer trabalhando, mesmo doente, havendo uma relação com a organização e as condições de trabalho. A segunda, mais utilizada nos Estados Unidos, é resumida por Larry Chapman como "a extensão em que os sintomas, condições e doenças afetam negativamente a produtividade no trabalho de pessoas que decidem permanecer no trabalho". Deste modo, esta visão tem caráter individual, e visa abordar cada situação visando a melhoria da produtividade. Na nossa ótica, devemos analisar as condições de saúde relacionadas ao presenteísmo, mas não devemos deixar de avaliar as questões básicas relacionadas à estrutura, à organização do trabalho e as relações interpessoais. A questão que se coloca é se as empresas estão preparadas ou não para esta ação. Os programas típicos em empresa estão voltados para atividades educativas em saúde e rastreamento de doenças. Recentemente, tem se buscado parcerias com as empresas de planos de saúde e corretoras visando oferecer tratamentos e ações para os empregados. Os programas realizados em empresas devem, para se atingir o resultado pretendido (redução nos custos com assistência médica, controle do absenteísmo ou do presenteísmo, aumento da produtividade, melhoria do clima organizacional) ser elaborados com base em premissas básicas, seguindo os seguintes estágios: avaliação de necessidades; planejamento; implantação participativa; consolidação/manutenção e feedback dos resultados. Os benefícios destas ações estão amplamente comprovados. E, cada vez mais, o sucesso das empresas está relacionado a um conjunto de profissionais criativos, motivados e saudáveis. O desafio é construir programas com elevada participação, que propiciem modificações de comportamentos não saudáveis e que se consolidem no tempo.
Por: Alberto Ogata |
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